19 de outubro de 2020

A população negra só precisa de oportunidades

O Brasil tem 13,6 milhões de pessoas morando em favelas, cujos moradores movimentarem R$ 119,8 bilhões por ano. Apesar disso, para as periferias urbanas a luta cotidiana não é apenas por mais espaço na agenda pública. É por mais oportunidades de crescer. O mesmo vale para as demais minorias e grupos socialmente vulneráveis, como as mulheres e a população negra.

“O que me move é a sensibilidade ao sofrimento das pessoas mais pobres, da população negra, das minorias. Precisamos entender a vida dramática que essas pessoas têm: resultado de carência e uma determinação de resistência e inventividade.
Olívia Santana

Olívia Santana é pedagoga e política, e participou de uma live com a jornalista Heloísa Villela no Canal Eduardo Moreira no Youtube.

Houve avanços nas últimas décadas nesses territórios, mas as melhorias não foram distribuídas de maneira a superar a situação de pobreza e abandono em muitos desses lugares. A serviço de diminuir essas igualdades, há muitos que caminham.

“Políticas públicas que possam derrubar muros e construir pontes”

As periferias movimentam renda maior que 20 das 27 unidades da federação. Os dados são da pesquisa “Economia das Favelas – Renda e Consumo nas Favelas Brasileiras”, desenvolvida pelos institutos Data Favela e Locomotiva e encomendada pela Comunidade Door.

Mesmo assim, segundo Olívia, fatores fundamentais, garantidos pela Constituição Federal, como educação, saúde e segurança, permanecem praticamente inalcançáveis.

“Não aguento mais ver a população mais pobre morrendo. Luto por políticas públicas que possam derrubar muros e construir pontes. Mas é necessário ter apoio. Precisamos apenas de oportunidades”, diz a pedagoga, ao se referir à necessidade de uma atuação em conjunto com os mais diversos setores da sociedade.

Ainda no bate-papo virtual, Olívia enaltece o crescimento da participação feminina na política nos últimos anos, com a sororidade como sua maior arma.

“O feminismo une as mulheres. Nos colocamos em situações de solidariedade, de apoio, que têm sido expandidas, principalmente na questão eleitoral, que é a mais dura com a participação feminina”, declara.

Vale lembrar que no Brasil as mulheres equivalem a 50% dos filiados a partidos políticos, mas na hora de montar a lista dos candidatos, elas ficam com apenas 30% ou menos das vagas, percentual mínimo imposto pela legislação eleitoral.

Equipe Edu Moreira

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Eduardo Moreira

Eleito um dos três melhores economistas do Brasil pela Revista Investidor Institucional, Eduardo Moreira foi apontado pela Universidade da Califórnia como o melhor aluno do Curso de Economia nos últimos 15 anos. Autor de diversos best-sellers, Eduardo foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, em junho de 2012.

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