Recebeu a restituição do Imposto de Renda? Veja como usar de forma inteligente

Recebeu a restituição do Imposto de Renda? Veja como usar de forma inteligente

Todos os anos nós, brasileiros, declaramos o Imposto de Renda. Porém, quem, durante o ano, pagou mais do que deveria ao leão, tem direito de receber a restituição do Imposto de Renda.

Na hora de declarar, o programa faz as contas. Quem tem muitas deduções, como dependentes e despesas médicas, por exemplo, vai ganhando descontos. No fim das contas, pode ter dinheiro a receber.

Como funciona a restituição do Imposto de Renda

Caso tenha direito a restituição do Imposto de Renda fique de olho no cronograma disponibilizado pela Receita Federal. O órgão disponibiliza sete lotes, de junho a dezembro.

A restituição é corrigida pela taxa Selic, porém, a partir do momento que é colocada à disposição do contribuinte, não sofre qualquer acréscimo.

Caso haja erro no preenchimento dos dados bancários, ou sua conta bancária tenha sido encerrada neste período de liberação do lote, o dinheiro voltará para o banco e você deverá providenciar o pedido do pagamento diretamente no Banco do Brasil.

Você pode acompanhar se a restituição foi liberada através do site da Receita Federal ou através do aplicativo.

Quanto mais cedo você entrega a declaração, mais rápido terá seu dinheiro da restituição depositado. Além disso, idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Para quem tem urgência no recebimento, os bancos oferecem essa antecipação, mas lembre-se que nada é de graça. Primeiro avalie se o fato de você ter esse dinheiro em mãos imediatamente vai ajudar no pagamento da dívida.

De acordo com os dados do Banco Central, a taxa média do cheque especial em março era de 12,9%. Notícias mostram que as taxas para antecipação do IR estão entre 2% e 4,59% ao mês.

Por exemplo: se você tem uma dívida de R$1.000, em um ano, com os juros do Cheque Especial, sua dívida passa a ser de R$4.288,72. Já com a antecipação, a dívida seria de R$1.134,72 com o menor juros e R$1.322,78 com o maior deles. Mas, se você não tem esse tipo de dívida, a melhor opção é esperar pacientemente que o dinheiro caia na sua conta.

Como usar a restituição do Imposto de Renda de forma inteligente

Apesar de uma leve retomada na economia em 2018, o Brasil (e os brasileiros) ainda está passando por tempos difíceis. A primeira atitude ao receber este dinheiro é quitar dívidas.

Verifique se há dívidas que podem acabar mais rápido e antecipe o pagamento dessas dívidas, concentrando uma outra forma de renda junto com um controle efetivo das finanças para que as dívidas maiores e que tomarão mais tempos para serem sanadas sejam efetivamente pagas mesmo que ao decorrer do tempo.

Caso tenha optado por quitar as dívidas, dê prioridade às de maior valor, como a do cheque especial ou do cartão de crédito. Mas se suas dívidas não tiverem muita diferença entre os valores, uma opção pode ser a de abater as dívidas de menor valor.

O artigo 52, parágrafo 2º do Código de Defesa do Consumidor garante um abatimento dos juros proporcional à antecipação do pagamento. “É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.”

– Comece uma reserva de emergência

Se você conseguiu quitar as dívidas e ainda sobrou um dinheirinho ou se já estava sem contas a pagar, comece uma reserva financeira para as horas de emergência. Tenha em mente que o ideal é que você guarde o equivalente de três meses a um ano de sua renda mensal atual.

Ou seja, se a sua despesa mensal atual é de R$ 2 mil, o ideal é que a sua reserva seja de R$ 6 mil.

– Compre algo que você deseja

Use sua restituição para comprar algo essencial. Desde o que você realmente precisa, ou algo que deseja, como, por exemplo, uma viagem com a sua família. Mas fica a dica: pague à vista! A compra à vista de produtos sempre é o mais recomendável, porque sabemos que na compra parcelada possuem juros embutidos.

– Invista

Encontre o seu perfil e invista o dinheiro da restituição do Imposto de Renda. Lembre-se que quanto maior o retorno, maior o risco. Se você está começando agora, confira dicas práticas para quem nunca investiu e quer começar.

São diversos os tipos de investimento, sabendo escolher o melhor para você, perceberá que investir não é nenhum bicho de sete cabeças.

– Contrate uma Previdência Privada

Uma ótima opção é você utilizar sua restituição investindo ou aportando valores em previdência privada. Você pode contratar um dos planos de previdência que mais se identifica com seu perfil ou, caso já tenha algum plano de previdência contratado, você poderá aportar recursos a qualquer momento.

O VGBL não te permite deduzir o valor do seu plano de previdência da base de cálculo do seu imposto de renda, sendo indicado para quem faz declaração no modelo simplificado. Nesse modelo você irá ser tributado sobre o ganho de capital no momento do seu resgate.

No PGBL, caso você já possua, você poderá aportar recursos e esses poderão, caso não extrapole o limite, ser deduzidos da base de cálculo do seu imposto de renda no próximo ano.

– Contrate um seguro de vida

Com valores a partir de R$30,00 mensais, você pode contratar um seguro de vida e garantir mais tranquilidade para seus herdeiros ou beneficiários. Com prestações mensais entre R$150,00 e R$300,00, você conseguirá garantir um valor significativo de capital segurado.

Caso precise, você terá todo direito de substituir seu beneficiário por qualquer outro, bastam ter um CPF ou CNPJ válidos. O seguro de vida te traz diversos benefícios como:

  • Isenção de Imposto de Renda
  • Impenhorável
  • Não incide ITBI/ITCMD
  • Pode garantir as despesas com inventário

E aí, já decidiu o que vai fazer com a sua restituição do Imposto de Renda? Já viu que opção é o que não falta, mas lembre-se de fazer tudo de forma planejada para que não acabe caindo em maus investimentos.

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