14 de setembro de 2018

Educação financeira para crianças: ensine em 10 passos

Educação financeira para crianças: ensine em 10 passos

O ensino da educação financeira para crianças a partir do 6º ano passou a ser obrigatório devido à homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2018, mas isso não impede que os pais possam ensinar seus filhos desde pequenos a se relacionar de forma mais saudável com o dinheiro. Ensinar às crianças a importância de uma vida econômica saudável ajudará a formar o seu comportamento de consumo, levando-as a uma construção de bons  hábitos financeiros.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define que:

A Educação Financeira é um processo em que o indivíduo faz escolhas conscientes e se mantém bem informado a respeito da economia para, assim, elaborar a melhor forma de lidar com seu dinheiro.

Colocar tudo na ponta do lápis é importante, mas a educação financeira vai além de planilhas: trata-se de um comportamento.

Basicamente, educação financeira é o que você faz no dia a dia para ter as finanças equilibradas. Sabendo como economizar e quando cortar gastos, será possível alcançar seu sonho, um a um.

Seja para uma criança ou para um adolescente, é imprescindível ensinar aos jovens o verdadeiro valor das coisas, já que o dinheiro que eles gastam não vem de uma fonte inesgotável.

É preciso aprender a priorizar compras mais importantes, ter em mente que todo gasto envolve uma escolha (entre comprar e economizar), além de relacionar diretamente as atividades de trabalho dos pais como a fonte do dinheiro que eles têm para gastar.

Leia também: 5 princípios da educação financeira para adotar como hábito

Como ensinar educação financeira para crianças de 3 a 13 anos

1. Tenha um cofrinho transparente

O cofrinho é uma ótima opção para a criança guardar o seu dinheiro, mas explique o porquê de poupar e decidam juntos uma data para abrir o cofre e usar o dinheiro acumulado.

Para melhorar ainda mais, você pode criar um estímulo visual através do cofre transparente, pois eles poderão acompanhar o volume do dinheiro crescendo. Isso estimula a criança.

2. Mesada

Uma mesada mensal ou quinzenal pode ser uma ótima ideia, principalmente se atrelado a algumas obrigações, como boas novas ou tarefas de casa.O recomendado é que crianças mais novas não recebam todo o dinheiro de uma vez, pois são mais impulsivas e não têm noção de tempo.

Por exemplo: Pagar por algumas tarefas pode contribuir com a lição de que trabalhar dá resultados. Porém, tenha cuidado para não condicionar todas as tarefas e obrigações de algum ganho financeiro.

3. Gestão do dinheiro

Dos três aos seis anos de idade, as crianças geralmente não estão interessadas em subsídios, mas você pode dar-lhes dinheiro de vez em quando para seus cofrinhos.

Por exemplo, dê a seu filho 10 Reais e explique que ele pode comprar um pedaço de doce ou um brinquedo, mas não ambos. A gestão de dinheiro deve envolver escolhas, mesmo nessa idade.

4. Ensine a diferença entre necessidade e desejo

A diferença entre esses dois conceitos é essencial para os jovens hoje em dia, principalmente por vivermos em um mundo altamente consumista.

Nem sempre compramos somente aquilo que precisamos e, muitas vezes, o desejo por um bem de consumo é o que nos faz gastar além de nossas possibilidades, causando endividamento, falta de dinheiro para outras compras mais importantes, dentre outras coisas.

Por isso é tão importante fazer com que os jovens percebam que muitos dos bens que eles acreditam “precisar” ter são, na verdade, bens de desejo, sem prioridade na lista de compras da família.

5. Dê o exemplo

Como já falamos, crianças são extremamente visuais e por isso elas tendem a repetir o comportamento dos pais. Por isso, uma das melhores formas de mostrar o valor da educação financeira para crianças por meio da prática é, justamente, você ser a prática.

Você precisa mostrar o impacto da educação financeira para crianças dando exemplos na sua própria vida. É preciso se organizar, planejar, poupar e investir o seu dinheiro, para não só melhorar as finanças familiares como também mostrar os resultados à sua criança.

6. Faça uma tabela de poupança

Seu filho precisa aprender que brinquedos, biscoitos e passeios custam dinheiro, portanto, se a criança quer viver ou comprar essas experiências, deve entender quanto custa.

Ajudar seu filho na definição de metas é muito importante, pois nessa idade ele ainda não consegue discernir entre pequenos e grandes projetos.

Uma vez que você sabe o que a criança deseja adquirir, descobrir quantas semanas vai demorar para fazer isso pode resultar num gráfico interessante.

Você pode representar cada semana com uma caixa, e seu filho pode colocar um adesivo nesta caixa uma vez que o valor almejado foi alcançado.

Uma ideia interessante é focar em datas comemorativas: natal, aniversário, dia das crianças. Fazer com que ele junte dinheiros no cofrinho para que em uma dessas datas ele gaste o dinheiro com algum objetivo que ele queria muito.

Faça-o entender que o custo da oportunidade está no poder de fazer escolhas. Ao adquirir um sapato da moda, talvez não sobre dinheiro para seu videogame favorito.

educação financeira para crianças

Como ensinar educação financeira para crianças acima de 13 anos

7. Exija responsabilidade

Adolescentes já têm noção de como funciona a relação dinheiro x trabalho e podem ser estimulados a experimentar a responsabilidade de lidar sozinho com o dinheiro. Por isso, abra uma conta bancária simples para ele. Ensine os perigos do cartão de crédito.

É preciso explicar que dívidas são uma má ideia, e que todos os gastos feitos no cartão deverão ser pagos em sua totalidade, para evitar os altos juros que incidem sobre essa modalidade de crédito.

8. Incentive a doação

Principalmente para os pequenos, essa é uma ótima saída. Diga a eles que para comprar um novo boneco, eles terão que doar um que já tem, para incentivar a empatia e ensinar que não é necessário acumular coisas.

Além disso, ainda faz outra criança feliz.

9. Deixe-o errar

Às vezes as melhores lições são aprendidas na prática. Quando crianças e adolescentes ganham quantias de dinheiro e gastam sem pensar, têm a oportunidade de aprender, e isso é muito valioso.

Imagine que seu filho quer muito ir a um festival, porém gastou seu dinheiro todo em roupas ou em lanches, por isso não tem como comprar o ingresso. Por mais doloroso que seja, a lição é valiosa para o futuro financeiro dele.

10. Incentive a leitura ou o estudo sobre finanças e investimentos

Adolescentes já têm maturidade para entender conversas mais complexas sobre investimentos. Comece explicando os tipos de investimentos mais simples, como poupança ou mesmo aplicação em imóveis. Além disso, busque livros que vocês possam ler juntos e que agreguem conhecimento sobre o assunto. O importante é que ela tenha interesse em cuidar do próprio dinheiro.

Já tentou aplicar os conceitos da educação financeira para crianças em casa? Lembre-se sempre que quanto mais cedo seu filho souber o valor das coisas, mais ele poderá lhe ajudar no seu planejamento financeiro, por isso é tão importante ensinar educação financeira para crianças desde novinhas.

Se você quer ajuda para fazer escolhas mais inteligentes quando o assunto é dinheiro e negócios, aqui vai um convite: assista essa aula especial que transformará completamente a forma como você pode construir patrimônio e gerar a boa riqueza!

Equipe Edu Moreira

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Eduardo Moreira
Eduardo Moreira

Eleito um dos três melhores economistas do Brasil pela Revista Investidor Institucional, Eduardo Moreira foi apontado pela Universidade da Califórnia como o melhor aluno do Curso de Economia nos últimos 15 anos. Autor de diversos best-sellers, Eduardo foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, em junho de 2012.

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