7 de dezembro de 2020

5 princípios da educação financeira para adotar como hábito

5 princípios da educação financeira para adotar como hábito

A importância da educação financeira é vista quando observamos a quantidade de pessoas que ficam com o nome sujo por não conseguir pagar suas dívidas.

Por exemplo: em fevereiro de 2020, segundo o SPC Brasil, 4 em cada 10 brasileiros estavam negativados, o equivalente a 60 milhões de pessoas.

Número que inclusive aumentou após a chegada da pandemia do Coronavírus.

A educação financeira deve ser entendida como um conjunto amplo de orientações e esclarecimentos sobre posturas e atitudes adequadas no uso e planejamento dos recursos financeiros pessoais e familiares.

É o preparo para lidar com conceitos e questões financeiras, como receitas, despesas, juros, negócios, investimentos, etc; é a capacidade de saber utilizar o dinheiro como ferramenta para tornar a vida melhor, mais criativa, mais produtiva e mais equilibrada.

O principal objetivo da educação financeira é mudar a sua relação com o dinheiro: ao invés de “acumular cada vez mais”, é pensar em como viver cada vez melhor.

O importante é que a pessoa priorize a satisfação ao consumo. Viver bem não significa comprar mais um celular ou outro carro, e sim aproveitar a vida.

Educação financeira não é apenas sobre aprender a gastar menos do que se ganha, apesar de o consumo consciente ser um importante pilar.

O papel da educação financeira é:

  • auxiliar as pessoas a gerenciarem seus rendimentos;
  • incentivar o aumento da renda e redução das despesas;
  • incentivar o consumo consciente, controlando o desperdício e as compulsões;
  • prevenir fraudes ou golpes;
  • prover um entendimento claro acerca do cenário financeiro e econômico;
  • promover uma relação saudável e transparente com o dinheiro.

A importância da educação financeira é enxergada em momentos de crises, como, por exemplo, a perda do emprego ou um acidente que pode mudar os planos para o futuro.

Normalmente as pessoas não se programam para esses momentos, não fazem uma reserva de emergência e, então, o sufoco vem.

Por isso é tão necessário levarmos princípios da educação financeira para a vida.

Princípios da educação financeira

O planejamento financeiro é essencial para garantir um futuro, ser previdente e evitar situações de riscos e carência.

No entanto, ter mais dinheiro não significa ser mais feliz ou ter mais qualidade de vida. O importante é planejar-se para ter o suficiente, sem consumir com exagero e desperdício.

A educação financeira deveria fazer parte da formação básica de todo cidadão e seus princípios deveriam ser transmitidos de pais para filhos, como ocorre com os princípios de ética e valores, e à escola deveria caber o papel de aprofundar seus conceitos.

Infelizmente, o oposto está ocorrendo. Os filhos estão aprendendo em casa da forma errada: pais que não realizam qualquer planejamento financeiro, que vivem endividados, que fazem maus negócios, por não terem noções básicas de finanças.

E dessa forma passam o mau exemplo para seus filhos, em um círculo vicioso, que precisa ser interrompido pela educação financeira, que precisa ser adquirida já, por meio do sistema educacional ou pelo esforço individual, por intermédio de cursos, palestras e/ou leitura de literatura especializada.

A falta de educação financeira gera estresse, noites mal dormidas, preocupações triplicadas, entre outros problemas.

Portanto, precisamos ser instruídos financeiramente para administrar bem nossas finanças pessoais e familiares, fazermos bons negócios, valorizar o dinheiro, investir com inteligência, para que dessa forma possamos construir um futuro digno para nós e para aqueles por quem somos responsáveis.

Princípio 1. Mude sua relação com o dinheiro

A base da educação financeira é o consumo consciente e para isso você precisará gastar menos do que ganha e evitando compras por impulso.

Sempre que for comprar algo, faça uma pergunta simples que pode te ajudar a não ser consumista e a economizar: eu quero ou eu preciso?

Esse questionamento te ajudará a avaliar a real necessidade da compra.

Você deve avaliar se o que está prestes a fazer:

  • ajudará a fazer mais dinheiro;
  • contribuirá no seu desempenho estudantil;
  • melhorará a sua performance no trabalho.

Outro ponto que precisa entrar na sua vida é: compre as coisas à vista. São raríssimos os casos em que é melhor financeiramente optar pelo parcelamento.

Caso você não tenha ainda o dinheiro para fazer a compra, espere e poupe até juntar a quantia necessária.

Princípio 2. Faça a sua renda crescer ou a despesa diminuir

Há algumas formas de você diminuir a sua despesa, como, por exemplo, negociar contas fixas, limitar gastos supérfluos, parar de fumar ou beber. Mas, às vezes, você não consegue reduzir as despesas fixas e então é necessário aumentar a sua renda.

Analise a sua realidade, o que pode fazer agora e o que entra no planejamento futuro.

Seguem algumas dicas para aumentar a sua renda:

– Pedir aumento: poucas pessoas realmente pedem aumento de salário, o que não é crime. É o reconhecimento do seu trabalho. Caso você peça e não receba, procure o que está faltando e corra atrás dos seus objetivos;

– Fique de olho nas oportunidades de emprego: é muito comum as pessoas começarem a trabalhar e pararem de olhar outras oportunidades.

Continue de olho no mercado de trabalho, você pode acabar encontrando oportunidades melhores;

– Tenha uma renda extra: se o seu trabalho permite que você tenha um tempo livre ou você está desempregado, pense na possibilidade de investir seu tempo em novos modelos de negócio, como ser motorista de aplicativo, ser um “marido de aluguel”, hospedar bichos em sua casa, vender produtos de beleza ou até mesmo organizar um brechó.

São diversas as possibilidades para quem quer ter um dinheiro extra no fim do mês.

Princípio 3. Quite suas dívidas

Já falamos para você esquecer o parcelamento e comprar à vista, pois uma das coisas mais importantes é fugir das dívidas.

Elas são as maiores vilãs do planejamento financeiro.

O ideal é que parte do dinheiro que você conseguiu economizar ou fazer extra seja usado para quitar as dívidas.

É possível pedir negociação, principalmente nos feirões “limpa-nome” em que as credoras dão bons descontos para os negativados.

Princípio 4. Invista

Com as dívidas sob controle, passe a investir a quantia que sobra no mês. Muitas pessoas acham que é necessário muito dinheiro para investir, o que é uma mentira.

Existem opções para quem investe pouco, como: LCI e LCA, que são Letras do Crédito Imobiliário e do Agronegócio; CDB e Tesouro Direto. Neste último, por exemplo, é possível investir menos de R$100.

Princípio 5. Planeje-se!

Enfim chegamos na base sólida da educação financeira: o planejamento. Defina metas a curto, médio e longo prazos.

É comum vermos pessoas controlando o orçamento mensal ou semanal, mas é muito importante pensarmos no futuro também.

Por exemplo, se você trabalha de carteira assinada, durante o ano receberá alguns benefícios como 13º salário, participação nos lucros e férias.

Se você só se planeja a curto prazo, ao entrar esse dinheiro extra, você vai pagar suas dívidas, vai sobrar dinheiro e com isso, você ficará tentado a gastar.

Um planejamento financeiro com objetivos a médio e longo prazos dá uma motivação para que você invista a quantia que sobrou.

Além disso, é importante ter uma verba destinada à reserva de emergência.

A reserva irá cobrir os seus gastos quando a situação ficar delicada, como em momentos de crise. Para montar essa reserva de emergência você deve calcular as suas despesas fixas, o suficiente para se manter e então multiplicar pelo tempo que você pode precisar.

Por exemplo, se você tem um custo de vida mensal de R$ 2 mil, você precisará de:

  • R$ 6 mil para uma reserva de três meses;
  • R$ 12 mil para uma reserva de seis meses;
  • R$ 24 mil para uma reserva de um ano.

Não se assuste! Esse acúmulo deve ser feito aos poucos, através dos investimentos.

Muitos acham que ao se planejar vão “apertar os cintos”, mas essa fase irá dar mais segurança para a sua família, além de te fazer perceber que não precisa ser consumista para ter uma boa vida.

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Equipe Edu Moreira

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Eduardo Moreira
Eduardo Moreira

Eleito um dos três melhores economistas do Brasil pela Revista Investidor Institucional, Eduardo Moreira foi apontado pela Universidade da Califórnia como o melhor aluno do Curso de Economia nos últimos 15 anos. Autor de diversos best-sellers, Eduardo foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, em junho de 2012.

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