Por que você deve ensinar educação financeira a seus filhos?

Por que você deve ensinar educação financeira a seus filhos?

Por conta da homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de educação financeira passou a ser obrigatório para crianças a partir do 6º ano. Mas isso não impede que os pais possam ensinar seus filhos desde pequenos a se relacionar de forma mais saudável com o dinheiro.

A ideia de ensinar às crianças a importância de uma vida econômica saudável ajudará a formar o comportamento de consumo dela, levando a uma transformação de hábitos.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define que:

A Educação Financeira é um processo em que o indivíduo faz escolhas conscientes e se mantém bem informado a respeito da economia para, assim, elaborar a melhor forma de lidar com seu dinheiro.

Colocar tudo na ponta do lápis é importante, mas a educação financeira vai além de planilhas: trata-se de um comportamento.

Basicamente, educação financeira é o que você faz no dia a dia para ter as finanças equilibradas. Sabendo como economizar e quando cortar gastos, será possível alcançar seu sonho, um a um.

Seja para uma criança ou para um adolescente, é imprescindível ensinar aos jovens o verdadeiro valor das coisas, já que o dinheiro que eles gastam não vem de uma fonte inesgotável.

É preciso aprender a priorizar compras mais importantes, ter em mente que todo gasto envolve uma escolha (entre comprar e economizar), além de relacionar diretamente as atividades de trabalho dos pais como a fonte do dinheiro que eles têm para gastar.

Mas como ensinar nossas crianças de forma com que elas realmente aprendam a se conscientizar com as finanças? É o que veremos ao longo desse texto.

Ensine a diferença entre necessidade e desejo

A diferença entre esses dois conceitos é essencial para os jovens hoje em dia, principalmente por vivermos em um mundo altamente consumista.

Nem sempre compramos somente aquilo que precisamos e, muitas vezes, o desejo por um bem de consumo é o que nos faz gastar além de nossas possibilidades, causando endividamento, falta de dinheiro para outras compras mais importantes, dentre outras coisas.

Por isso é tão importante fazer com que os jovens percebam que muitos dos bens que eles acreditam “precisar” ter são, na verdade, bens de desejo, sem prioridade na lista de compras da família.

Tenha um cofrinho transparente

Ensinar a criança a poupar através do cofrinho é uma ótima ideia, porém as crianças respondem muito melhor a um estímulo visual.

Por isso, se você utilizar um pote transparente, eles poderão acompanhar o volume do dinheiro crescendo. Isso estimula a criança.

Mesada

Dos três aos seis anos de idade, as crianças geralmente não estão interessadas em subsídios, mas você pode dar-lhes dinheiro de vez em quando para seus cofrinhos.

Dê a seu filho um real e explique que ele pode comprar um pedaço de doce ou um brinquedo, mas não ambos. A gestão de dinheiro deve envolver escolhas, mesmo nessa idade.

Mas, a partir do 7 anos, seu filho já sabe o que é dinheiro e deve aprender como conquistá-lo, além dos malefícios do endividamento.

Uma mesada mensal pode ser uma ótima ideia, principalmente se atrelado a algumas obrigações, como boas novas ou tarefas de casa. Veja um exemplo?

educação financeira 2

Dê o exemplo

Como já falamos, crianças são extremamente visuais e por isso elas tendem a repetir o comportamento dos pais. Por isso, uma das melhores formas de se mostrar o valor da educação financeira por meio da prática é, justamente, você ser a prática.

Você precisa mostrar o impacto da educação financeira tanto na sua vida, quanto na dela. É preciso se organizar, se planejar, poupar e investir o seu dinheiro, para não só melhorar as finanças familiares como também mostrar os resultados à sua criança.

Faça uma tabela de poupança

Seu filho precisa aprender que brinquedos, biscoitos e passeios custam dinheiro, portanto, se a criança quer viver ou comprar essas experiências, deve entender quanto custa.

Ajudar seu filho na definição de metas é muito importante, pois nessa idade ele ainda não consegue discernir entre pequenos e grandes projetos.

Uma vez que você sabe o que a criança deseja adquirir, descobrir quantas semanas vai demorar para fazer isso pode resultar num gráfico interessante.

Você pode representar cada semana com uma caixa, e seu filho pode colocar um adesivo nessa caixa uma vez que o valor almejado foi alcançado.

Uma ideia interessante é focar em datas comemorativas: natal, aniversário, dia das crianças. Fazer com que ele junte dinheiros no cofrinho para que em uma dessas data ele gaste o dinheiro com algum objetivo que ele queria muito.

Faça-o entender que o custo da oportunidade está no poder de fazer escolhas. Ao adquirir um sapato da moda, talvez não sobre dinheiro para seu videogame favorito.

Adolescentes

Adolescentes já tem noção de como funciona a relação dinheiro x trabalho e podem ser estimulados a experimentar a responsalibidade de lidar sozinho com o dinheiro. Por isso, abra uma conta bancária simples para ele. Ensine os perigos do cartão de crédito.

É preciso explicar que dívidas são uma má ideia, e que todos os gastos feitos no cartão deverão ser pagos em sua totalidade, para evitar os altos juros que incidem sobre essa modalidade de crédito.

Incentive a doação

Principalmente para os pequenos, essa é uma ótima saída. Diga a eles que para comprar um novo boneco, eles terão que doar um que já tem, para incentivar a empatia e ensinar que não é necessário acumular coisas.

Além disso, ainda faz outra criança feliz.

Deixe-o errar

Às vezes as melhores lições são aprendidas na prática. Quando crianças e adolescentes ganham quantias de dinheiro e gastam sem pensar, têm a oportunidade de aprender, e isso é muito valioso.

Imagine que seu filho quer muito ir a um festival, porém gastou seu dinheiro todo em roupas ou em lanches, por isso não tem como comprar o ingresso. Por mais doloroso que seja, a lição é valiosa para o futuro financeiro dele.

Gostou das dicas? Já coloca alguma em prática dentro de casa? Lembre-se sempre que quanto mais cedo seu filho souber o valor das coisas, mais ele poderá lhe ajudar no seu planejamento financeiro.

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