Carteira de investimentos: como diversificar seus ganhos?

Carteira de investimentos: como diversificar seus ganhos?

A carteira de investimentos é uma ótima opção para quem quer diversificar as aplicações.

É um passo importante para reduzir riscos, elevar o potencial de ganhos e criar uma estratégia de rendimentos que faça o seu dinheiro crescer, independentemente do cenário econômico.

Você sabe o que é uma carteira de investimentos?

Carteira de investimentos é o conjunto de aplicações do investidor, seja pessoa física ou jurídica. Ou seja, ela reúne todos os ativos financeiros que você escolhe para fazer seu dinheiro crescer, sendo em renda fixa ou variável.

Ao diversificar os investimentos, você potencialmente corre menos riscos, já que não está deixando o seu dinheiro em apenas um lugar, regido por um conjunto enorme de variáveis, nem todas possíveis de antever.

Assim, repartir o capital em mais ativos costuma proporcionar maior segurança financeira.

Perfil de investidor

Primeiramente, sua carteira de investimentos deve refletir a sua situação e as suas perspectivas.

Por isso você deve se conhecer e saber qual o seu perfil de investidor.

Conservador

Os investidores conservadores são aqueles que buscam a segurança acima de qualquer coisa. Com isso, procuram investimentos que tragam previsibilidade e garantias, ainda que a rentabilidade seja comprometida.

Os extremamente conservadores preferem opções tradicionais, como investimentos na renda fixa pré-fixados ou com alta liquidez, como é o caso da poupança.

Por causa desse nível elevado de proteção, a alavancagem de patrimônio é lenta. Ainda mais quando comparada a outras opções.

Isso faz com que o apetite ao risco seja baixo, especialmente quando o investidor não conhece a opção oferecida.

No caso da Bolsa de Valores, os conservadores só a utilizam para diversificar uma pequena parte do portfólio. Muitos, inclusive, preferem ficar longe dessa alternativa.

Moderado

Os investidores moderados ficam em um nível exatamente intermediário. Eles reúnem as características dos dois extremos do apetite ao risco.

Comumente, é um perfil identificado em uma grande quantidade de indivíduos.

Nesse caso, a pessoa continua em busca de segurança e liquidez. Contudo, ela está disposta a renunciar a parte dessas características em troca de uma rentabilidade realmente atraente.

Assim, o nível de risco de um investidor moderado é um pouco maior, já que a sua tolerância é ampliada devido aos interesses de rentabilidade.

Quem se encaixa nesse tipo ainda dá preferência para a renda fixa, mas não vê grandes problemas em aproveitar condições flutuantes, como a taxa de juros.

Agressivo

O terceiro entre os investidores é o agressivo. Esse grupo é conhecido por ter pessoas com elevado apetite ao risco.

Ou seja, aqueles dispostos a colocar o dinheiro em opções menos garantidas, mas que podem gerar a maior rentabilidade entre todos os casos.

Ao mesmo tempo, isso não significa que um investidor agressivo dependerá da sorte ou aplicará em oportunidades pouco atraentes apenas porque está disposto a correr riscos.

Ao contrário, pois os riscos são calculados e avaliados. A única diferença é que esse perfil tem mais tolerância para encarar os bons resultados.

No caso da Bolsa de Valores, os agressivos normalmente destinam a maior parte do dinheiro para ações e fundos do tipo. Apenas uma pequena parte é voltada para a renda fixa, como forma de diversificação.

Contudo, nem sempre isso acontece. Alguns investidores são tão tolerantes ao risco que recorrem estritamente à renda variável, o que potencializa os ganhos.

Riscos

É preciso saber qual o risco que você está disposto a correr. Esse risco pode ser diversificável, que são os riscos de mercado, ou não diversificável, que são os riscos intrínsecos.

Como assim?

Os riscos diversificáveis (risco de mercado) são aqueles atribuídos a, por exemplo:

  • um produto;
  • uma empresa;
  • um setor da economia;
  • um mercado ou mesmo a um país;
  • uma moeda;
  • uma região;

Logo, esse risco é facilmente controlado e minimizado através da diversificação.

Já os riscos não diversificáveis, são aqueles que todos os ativos financeiros estão sujeitos, como, por exemplo:

  • uma guerra;
  • uma catástrofe ambiental;
  • uma instabilidade política;
  • inflação;
  • entre diversos outros.

Vantagens

carteira de investimentos

Ter uma carteira de investimentos diversificada é bem interessante principalmente quando analisamos a redução de riscos. Com a segurança, o investidor consegue ficar mais tranquilo com seus investimentos.

Independentemente do gosto ao risco, todos os investidores sentem alívio ao saber que estão mais protegidos.

Isso ocorre porque ao fazer uma boa diversificação de investimentos, não basta um indexador cair, é preciso que todos façam isso juntos.

Além disso, você consegue garantir um equilíbrio em seus investimentos e construir um patrimônio a longo prazo. Ao diversificar a carteira de investimentos, você abrirá diversos caminhos para uma boa rentabilidade.

Caso alguns deles despontem como grandes oportunidades, você estará elevando o retorno da sua carteira de investimentos em sua totalidade.

Como criar uma carteira de investimentos

1. Entenda o seu ciclo financeiro

Temos três ciclos:

  • acumulação, escolhido principalmente por quem está começando a vida profissional e não possui capital;
  • rentabilização, para quem tem a sua principal fonte de renda o seu trabalho;
  • preservação de capital, que é quando você já tem um patrimônio formado e quer preservá-lo, fazendo investimentos que garantam o seu padrão de vida.

2. Conheça o seu perfil investidor

Como falamos anteriormente, é preciso entender qual é o seu perfil para que o investimento seja o mais rentável possível.

3. Defina as classes de ativos e a sua proporção ideal

Ou seja, você deve selecionar qual é o ativo que quer em sua carteira, que podem ser renda fixa, renda variável, multimercado, previdência, fundo imobiliário e cambial.

Feita a escolha, analise os fatores macroeconômicos, como, por exemplo, inflação, taxa de juros, expectativas políticas, entre outros.

A média de rentabilidade e volatilidade da carteira deve estar de acordo com os passos 1 e 2 para que você esteja confortável com a carteira escolhida.

4. Selecione os produtos de investimentos

Sejam eles LCI, LCA, títulos pré ou pós fixados, como tesouro direto, ações e etc.

Nesse momento, busque uma corretora que possa oferecer a carta completa de produtos para que você possa escolher o que for mais rentável.

5. Acompanhe e rebalanceie

Fique de olho, acompanhando como vão os seus investimentos, pois o rebalanceamento deve ser periódico, ou seja, você resgatar o lucro para realocar em outro produto.

Criar uma carteira de investimentos é uma ótima saída para quem está pensando a longo prazo.

E você, já teve alguma experiência com carteira de investimentos? Conte-nos!

Se quiser mais dicas para não perder dinheiro investindo, CLIQUE AQUI para baixar o Ebook Gratuito “Como evitar os 7 Pecados dos Investidores”!

Equipe Eduardo Moreira

Você também pode gostar

Deixe um comentário