Dicas práticas para quem nunca investiu e quer começar

Dicas práticas para quem nunca investiu e quer começar

Boa parte dos textos sobre educação financeira indicam as mesmas coisas: organizar, planejar e investir. E muitos não conseguem chegar neste último passo ou travam por medo ou por não saber realmente como fazer.

Começar a investir é um processo que deve ser construído e acompanhado todos os dias. Assim, você terá excelentes resultados no futuro.

Quando pensamos em como “fazer dinheiro”, pensamos que precisamos trabalhar cada vez mais, porém não conseguimos trabalhar 24h por dia, ininterruptamente. Investir dinheiro nada mais é do que colocar ele para trabalhar para você.

Use os juros a seu favor

Ao escutar a palavrinha juros, o brasileiro chega a arrepiar. Logo pensa em como perde dinheiro em suas várias prestações e contrações de dívidas. Mas a verdade é que ao investir nós utilizamos os juros a nosso favor.

Mesmo com os cortes da Taxa Selic, o Brasil segue sendo um dos países com a maior taxa de juros do mundo. A taxa Selic, como já falamos em outro texto, influencia nos investimentos, principalmente os mais conservadores, ou seja, os de menor risco.

Ela também tem outro lado bem perverso, quanto maior for o seu valor, maior serão as taxas cobradas nas operações de crédito como cheque especial, empréstimo pessoal, empréstimo consignado e etc.

Então, podemos dizer que a taxa Selic proporciona dois cenários bem distintos:

  • um ótimo para quem deseja investir e aproveitar bons retornos com baixo risco;
  • um ruim para quem está endividado ou precisa de dinheiro emprestado.

Entenda os riscos

Outra coisa que você que vai começar a investir agora precisa entender é que não existe investimento sem risco, até mesmo os mais conservadores.

Tem dois riscos mais comuns no mundo do investimento:

Risco de Liquidez: é associado com o tempo necessário para transformar um investimento em dinheiro no seu bolso.

A caderneta de poupança, por exemplo, tem uma alta liquidez porque o dinheiro está facilmente acessível. Pela sua característica de ser um investimento com alta liquidez, a caderneta de poupança é considerada um investimento sem risco de liquidez.

Risco de crédito: é o famoso risco de calote por parte da instituição financeira ao não honrar seus compromissos com o investidor.

Acontece quando não ocorre o pagamento total ou parcial dos juros combinados inicialmente no momento da aplicação. Este risco é geralmente associado a quebra ou falência da instituição financeira.

Todos os investimentos que serão listados neste artigo possuem este risco. Também é bom lembrar que todas as pessoas que possuem seu dinheiro parado em conta corrente ou aplicado na caderneta de poupança estão sujeitas a este risco.

Autoconhecimento

Antes de investir você precisa saber qual é o seu perfil de investidor e deixar muito claro as suas metas. Essas duas coisas são muito importantes para orientar as escolhas de produtos compatíveis com seus objetivos, de acordo com a sua tolerância a risco e as suas expectativas de investimento.

Tudo isso para que você possa se sentir mais seguro no momento que for investir. Os perfis são:

Conservador: prioriza a segurança como ponto decisivo para as suas aplicações, o ideal é manter percentual maior da sua carteira de investimentos em produtos de baixo risco, mas pode investir uma pequena parcela em produtos que ofereçam níveis de riscos diferenciados, com objetivo de atingir ganhos no longo prazo.

Moderado: deseja segurança nos seus investimentos, mas também aceita investir em produtos com maior risco que podem proporcionar ganhos melhores no longo prazo. Diversificar é a estratégia indicada para os investimentos de clientes com esse perfil.

Arrojado: busca possibilidade de maiores ganhos no longo prazo, para isso aceita correr mais riscos. Para proteger seu patrimônio, o indicado é aplicar parte de seus investimentos em produtos de baixo risco.

Outra coisa que você precisa saber é o seu momento financeiro atual. Você está na fase de acumular, rentabilizar ou proteger capital? Essa resposta depende de quanto patrimônio você possui e quantos anos têm.

Se você é jovem e ainda não possui patrimônio, significa que você precisa acumular. Nessa fase, o melhor a se fazer é começar a investir em alternativas mais acessíveis, como os títulos do Tesouro Direto e os Fundos de Investimentos.

Caso já seja um adulto estabilizado no mercado de trabalho com uma boa renda e algum capital guardado, está na hora de buscar os melhores rendimentos a médio e longo prazo.

Começar a investir

Agora que você já sabe qual é o seu perfil e que todo investimento tem riscos, separamos algumas dicas práticas para você começar a investir.

1. Escolha uma corretora de valores

Geralmente as pessoas começam a investir através de indicações do seu gerente do banco, porém, os gerentes de banco recebem comissões do banco por cada investimento que conseguem “vender” e portanto nem sempre fazem uma sugestão adequada ao cliente.

Contratar uma corretora, por muitas vezes, sai mais barato do que investir por uma instituição bancária. Toda corretora tem que ter uma autorização prévia do Banco Central para vender títulos. Você pode conferir a lista completa aqui.

2. Investimento para iniciantes

A opção mais segura para quem está começando é a renda fixa. Basicamente, ela é um título de dívida emitido por uma instituição como, o governo ou bancos. Então, eles arrecadam o dinheiro dos investidores para financiar as suas atividades. Em troca, oferecem uma taxa de rentabilidade, que por sua vez, pode ser prefixada ou pós-fixada.

A primeira consiste em um rendimento fixo, ou seja, você investe e já sabe o quanto vai receber na data do vencimento. Um exemplo seria um título prefixado que paga 10% ao ano.

Independente das condições do mercado, os retornos serão os mesmos. A taxa pós-fixada é atrelada a um indexador da economia como o CDI, IPCA e a taxa Selic. Portanto, o rendimento é um percentual do indicador.

Exemplos de investimentos renda fixa são os Tesouros Diretos, a conhecida Caderneta de Poupança, Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito de Agronegócio (LCA), Letra de Câmbio (LC) e o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

3. Diversifique os investimentos

É muito importante não colocar todo o seu dinheiro em um investimento só, pois isso aumenta muito o risco. O ideal é que você tenha uma Carteira de Investimentos variada.

Existe a regra básica dos 25%, que é basicamente sempre ter pelo menos 25% do seu dinheiro aplicado em investimentos mais arriscados, desde que você não precise daquele dinheiro já nos próximos meses.

Investir é um ciclo: ganhar, poupar, investir. Caso uma dessas etapas falhe, o processo pode comprometer. Porém, o mais importante é dar o primeiro passo para a sua independência financeira, sempre tendo em mente as palavrinhas mágicas: organização e planejamento. Boa sorte!

E aí, qual tipo de investimento mais se encaixa com seu perfil? Conte para nós!

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