28 de setembro de 2020

Como ser um investidor anjo?

Como ser um investidor anjo?

Encontrar um investidor anjo pode ajudar o seu negócio a crescer. Como sabemos, para abrir uma empresa não basta apenas uma boa ideia.

Ser um investidor anjo vai muito além do apoio financeiro em busca de lucros. Isso porque o anjo não contribui apenas com dinheiro. E por isso é tão comum associarem o termo ao smart money (contribuições dadas além da parte financeira).

A OCDE  (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) realizou um estudo em mais de 30 países e constatou que os investidores anjo têm um papel crítico no sucesso das empresas iniciantes.

O que é um investidor anjo?

O termo investidor anjo surgiu nos Estados Unidos na década de 20, quando executivos apoiavam peças da Broadway e recebiam em troca participação nos lucros.

Segundo a Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos fundada em 2011, o investidor anjo é um empresário, empreendedor ou executivo que tem uma carreira de sucesso e recursos suficientes para alocar uma parte (entre 5% e 10% do seu patrimônio) para investir em novas empresas e contribuir no negócio aplicando sua experiência.

O investidor anjo não se torna sócio da empresa, mas recebe um retorno financeiro de acordo com o crescimento do negócio.

É preciso ter atenção ao fato de ser um investimento a longo prazo. O retorno pode começar a acontecer só a partir de cinco anos após o primeiro investimento.

A Buscapé, por exemplo, é uma empresa brasileira que foi fundada por quatro estudantes recém-formados em 1999 e, com o apoio de um investidor anjo e após pouco mais de 10 anos, foi vendida por US$ 342 milhões.

Espera-se que o investidor anjo dê todo o suporte necessário à empresa que recebe o investimento. Ele é quem vai ser o “ombro amigo” do empreendedor, auxiliando e orientando com sua experiência em todas as  as novas fases do negócio.

Vantagens e desvantagens de ser um investidor anjo

Muitos imaginam que o investidor anjo é detentor de grandes fortunas, mas nem sempre isso é verdade.

Isso acontece porque os investimentos são feitos em grupo, sendo que cada anjo pode investir valores a partir de R$20 mil reais.

Segundo a Lei Complementar 155/2016, o capital aportado pelo investidor anjo não é considerado capital social das empresas. Ou seja, caso a empresa que você escolheu quebre, você como investidor anjo não terá qualquer responsabilidade nas dívidas deixadas.

Este tipo de investimento é uma opção para quem quer diversificar a carteira e fugir da baixa da taxa Selic. Porém, vale lembrar que se trata de um tipo de investimento de altíssimo risco. O investidor não tem qualquer garantia ou segurança quanto aos retornos futuros, que podem eventualmente ser até maiores do que os de ações, por exemplo.

A operação é considerada de alto risco pois, se a empresa que recebeu o apoio decretar falência, o investidor pode perder tudo o que foi aplicado.

A ideia de ser um investidor anjo propõe que você alie rentabilidade e propósito, já que um dos objetivos da empresa ao receber o investimento é devolver à sociedade um pouco da ajuda que eles receberam e disseminar seu conhecimento.

Quais negócios são agraciados por um investidor anjo?

Teoricamente, os investidores podem aplicar seu dinheiro em qualquer negócio. Mas nessa categoria o investimento tem endereço certo: startups e empresas de inovação.

Um dos objetivos do anjo é multiplicar o seu investimento. Portanto, ele sempre irá atrás de empresas com grande potencial de crescimento.

Empresas locais, familiares e prestadores de serviços podem não conseguir se adequar a esse cenário.

Como se tornar um investidor anjo?

Na Anjos do Brasil, por exemplo, para se tornar um anjo é necessário:

  • cadastro como pessoa física
  • ter pelo menos 10 anos de experiência profissional
  • reputação ilibada
  • R$ 50 mil / ano para fazer investimentos que não representem mais do que 10% do seu patrimônio.

Esse cenário pode não parecer adequado para você, mas há, atualmente, uma outra forma de investir em startups, ideal para quem não tem os anos de experiência exigidos.

As plataformas de equity crowdfunding conectam pessoas que se juntam para investir em startups ou empresas.

Assim como nos investimentos anjo, quem aplica não recebe uma recompensa, mas sim um percentual da empresa. Essas redes são regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, os valores dos investimentos não são necessariamente altos, tornando-se favorável à diversificação da sua carteira de investimentos.

Exemplos de plataformas de equity crowdfunding

A SMU foi a primeira plataforma de crowdfunding de investimentos do Brasil. Fundada em fevereiro de 2013, conta com uma equipe que acompanha as empresas investidas. Nela você pode investir anualmente em crowdfunding, até 10% do valor total de suas aplicações.

Já a EqSeed permite que investidores descubram e invistam em empresas brasileiras inovadoras com alto potencial de crescimento. O valor do investimento depende da empresa escolhida e de quanto você está disposto a aplicar.

A CapTable é outro exemplo de captação de recursos para startups. São uma opção para distribuição de ofertas públicas reguladas pela CVM. Assim como na bolsa de valores, o investimento é feito em lotes de 100 ações, cujo valor varia conforme o valuation da startup.

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Eduardo Moreira

Eleito um dos três melhores economistas do Brasil pela Revista Investidor Institucional, Eduardo Moreira foi apontado pela Universidade da Califórnia como o melhor aluno do Curso de Economia nos últimos 15 anos. Autor de diversos best-sellers, Eduardo foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, em junho de 2012.

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