Comprar ou alugar um imóvel: o que vale mais a pena?

Comprar ou alugar um imóvel: o que vale mais a pena?

Comprar ou alugar um imóvel: o que vale mais a pena? Essa é uma dúvida de muitos brasileiros, principalmente aqueles que estão começando uma vida nova.

Certamente a casa própria é uma das despesas mais elevadas que fazemos ao longo da vida. Devido às facilidades dadas para financiamento, é possível diluir a compra do imóvel em até 30 anos.

Sendo assim, o efeito é longo, o custo é alto e, por isso mesmo, a decisão é muito importante. Quando comprar e quando alugar? Cada escolha tem suas vantagens.

Alugar ou comprar imóvel tem mais a ver com o momento de cada um do que com o momento em que o país passa.

O denominador dessa comparação é o que decidirá o próximo passo de cada pessoa. Mas vale ressaltar que o fato de alugar um imóvel hoje não coloca em risco a aquisição do imóvel futuramente. Tudo é apenas o momento.

Imaginando um aplicativo do tipo “‘comprar ou alugar imóvel simulador”, ele te mostraria que segundo a última pesquisa Focus de 2017 o PIB (Produto Interno Bruto) conta com uma alta de 2,70% para este ano. E certamente essa melhora será notada em diversos segmentos, inclusive no ramo mobiliário, que vem se recuperando desde os últimos meses de 2017.

Primeiramente é necessário ter em mente o conceito de custo de oportunidade.

O custo de oportunidade é um termo usado em economia para indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada

Ou seja, o custo causado pela renúncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser obtidos a partir desta oportunidade renunciada. Ou, ainda, a mais alta renda gerada em alguma aplicação alternativa.

Benefícios do aluguel

A opção de morar de aluguel é bem mais fácil de ser tomada. Além disso, o valor do aluguel sobe muito menos comparado ao valor imobiliário. Esse é um grande benefício se você tiver dúvida se deve comprar ou alugar um imóvel.

O aluguel é mais vantajoso porque a compra só é viável para garantir um bem-estar para os moradores.

Em se tratando de investimentos, é bem melhor a possibilidade de o consumidor começar um mercado capital para aumentar a renda.

Infelizmente muitos veem o aluguel como um vilão, mas isso não é verdade! Muito pelo contrário. Acredite, pode ser bem interessante pagar todo mês porque os valores estão bem menores comparados aos percentuais baixos dos imóveis.

Outro ponto a favor do aluguel é o custo de manutenção, que é bem reduzido comparado ao imóvel próprio. Existem condomínios que fazem reformas periódicas, e o proprietário que arca com todo o custo. Com o passar do tempo esse valor não é tão irrelevante.

Comprar um imóvel não é um investimento com sucesso garantido. Com o sobe e desce do mercado ele pode desvalorizar muito, ou então crescer em um ritmo muito menor.

Como decidir comprar um imóvel?

Comprar ou alugar um imóvel 2

Quando você é dono, pode fazer com o imóvel o que quiser: reformar, pintar, furar, usar o que a sua criatividade e bolso permitir, ou seja, criar o lar dos seus sonhos.

Além disso, tem a tranquilidade de morar no teto que te pertence, e, claro, se o preço de mercado do imóvel sobe, a valorização acompanha.

Existe uma conta que pode ajudar bastante na decisão, que é descobrindo a taxa de aluguel do imóvel. Basta dividir pelo valor do imóvel e multiplicar por 100.

Se o aluguel do apartamento custar, por exemplo, R$ 3 mil e para comprar, ele vale R$ 550 mil, a taxa de aluguel é de 0,55% ao mês. Se há dinheiro para comprar à vista, é só comparar as principais alternativas conservadoras de investimento, como poupança, fundos de renda fixa, CDB e tesouro direto.

Se a taxa de aluguel for maior que o rendimento das aplicações, vale a pena comprar o imóvel. Se for menor, continue alugando e invista o dinheiro.

Se você não tiver o dinheiro para comprar o imóvel de uma vez, compare a taxa de aluguel com o famoso Custo Efetivo Total do Financiamento, taxa que o banco é obrigado a informar. Se a taxa de aluguel for maior, de forma geral, compensa comprar. Se for menor, alugar.

Para facilitar, você pode utilizar a calculadora “Comprar ou Alugar” da FipeZap.

As principais formas de comprar um imóvel no Brasil

Fez as contas e decidiu comprar um imóvel? Saiba que você possui três formas de adquiri-lo.

Financiamento

Nada mais é do que um tipo de empréstimo, onde você pega o dinheiro para a compra do imóvel e o devolve em prestações, já com os juros embutidos.

Suas principais vantagens são a rapidez com a qual você obtém o dinheiro e a possibilidade de estar logo com a chave do seu imóvel em mãos.

Por outro lado, os juros embutidos são bastantes elevados, o que pode fazer com que essa modalidade seja pouco vantajosa.

O perfil das pessoas que usam o financiamento é variado, e, muitas vezes, elas têm dificuldades em arcar com uma dívida tão grande. Por isso, essa deve ser uma opção somente para quem precisa de uma moradia em um curto espaço de tempo.

Consórcio

Já no caso dos consórcios, você não pagará juros e a facilidade de compra é muito maior, mas a sua utilização não é indicada para pessoas que tenham grande urgência em adquirir o imóvel.

No consórcio, você paga uma quantia fixa, e ocorrem leilões e sorteios todos os meses. Quando for sua vez, você receberá o dinheiro e poderá adquirir seu imóvel. Não há como saber quando você será contemplado, mas há um prazo máximo de duração dos grupos.

Essa opção é ideal para pessoas que ainda têm onde morar e não querem arcar com juros que encarecem o preço final do imóvel.

À vista

Dentre as modalidades apresentadas aqui, essa é a mais vantajosa, já que ela permite descontos e evita o pagamento de juros. Além disso, ela permite a rápida entrega do imóvel.

Porém, nos casos em que a compra é feita como uma forma de investimento, vale a pena avaliar se não seria mais viável investir o dinheiro de alguma forma que trouxesse um retorno maior ou mais rápido.

Muitas vezes, as pessoas têm apenas uma parte do valor e ficam em dúvida sobre o que fazer para conseguir o resto do dinheiro. Nesse caso, o consórcio é a opção mais viável, já que as taxas de juros são menores.

Além disso, com mais capital em mãos, é mais fácil ser contemplado com um lance maior. Dessa forma, o imóvel fica muito mais barato.

A pessoa interessada em adquirir o imóvel deve fazer uma análise criteriosa das condições e benefícios trazidos por cada uma das opções, mas o ideal é sempre comprar o imóvel à vista. Quando isso não for possível, deve-se optar pelo consórcio, em função dos seus valores baixos. O financiamento deve ser considerado só em último caso.

Conclusão

O ideal é você prestar atenção no seu momento e pensar a longo prazo. Coloque na ponta do lápis o que é mais viável para você.

Utilize a calculadora para avaliar se vale a pena ou não a compra e não se deixe levar pela emoção, pois lembre-se que é um investimento.

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