17 de julho de 2020

O que é benchmark no mercado financeiro? Como usá-lo?

O que é benchmark no mercado financeiro? Como usá-lo?

O Mercado Financeiro é cheio de siglas e termos específicos que precisam ser entendidos pelos investidores para que possam tomar a melhor decisão. O benchmark é um desses termos. Afinal, o que é benchmark?

Este artigo foi feito para tirar as dúvidas sobre o que é benchmark e como o investidor deve usá-lo na avaliação de seus investimentos, vale a pena ler até o final! 🙂

Se você já buscou pelo significado de benchmark, percebeu que esse termo é usado em diferentes setores. A tradução literal de benchmark é “referência” e, benchmark no mercado financeiro, representa índices de referência usados para avaliar o desempenho do investimento.

Afinal, só é possível assegurar se um investimento teve um desempenho melhor ou pior quando há com o que comparar, ou seja, precisa-se de uma referência. Por isso, é muito comum ouvir e ler o termo benchmark quando o assunto é investimentos!

Agora que você já sabe o que é benchmark e que ele está relacionado a referências, vamos nos aprofundar  um pouco mais em seus usos no Mercado Financeiro.

O que é benchmark no Mercado Financeiro?

A primeira noção sobre o que é benchmark é exatamente essa de, literalmente, usar índices de referência como uma estratégia de comparação para saber se um investimento rendeu mais, menos, ou está no mesmo patamar do índice.

Ao abrir o aplicativo do banco ou corretora e buscar por um investimento de renda fixa, por exemplo, o investidor precisa decidir qual dos investimentos disponíveis é o melhor.

o que é benchmark

Benchmark no mercado financeiro, representa índices de referência usados para avaliar o desempenho do investimento.

E uma das características que será analisada pelo investidor será o rendimento do investimento. 

Dentre os investimentos disponíveis o investidor pode encontrar, por exemplo:

  • CDB com rendimento a partir de 95% do CDI;
  • CDB de 117% do CDI;
  • LCI a partir de 1,80% + IPCA;
  • CRI com rendimento de 135% do CDI.  

Ou seja, índices como o CDI e o IPCA servem como uma base para projeção final de quanto será o rendimento do investimento. Assim, o investidor pode analisar essa projeção e escolher o melhor para si, de acordo com seu perfil e, principalmente, com seus objetivos.

Além disso, é muito comum que o benchmark no mercado financeiro esteja associado também à “meta”. E isso tem a ver com as estratégias e expectativas em relação aos investimentos.

Como o mercado financeiro é movido por expectativas e projeções, todas as situações que esbarram na economia ou em um nicho de investimento específico, podem impactar a estratégia. Por isso, são vistos também como um benchmark. Afinal, a variação do índice vai impactar o resultado da meta.

Um exemplo atual do uso de benchmark como meta é a pandemia do coronavírus. 

A vacina pode ser um benchmark para um investidor que está pensando em comprar ações de uma empresa que fabrica vacinas, por exemplo. Nesse caso, o investidor está acompanhando as projeções e expectativas relacionadas à vacina, analisando e trançando uma estratégia visando um rendimentos positivo.

Como usar o benchmark?

Agora que você sabe o que é benchmark é o momento de saber como usá-lo.

Basicamente, os benchmarks são índices que devem ser analisados para acompanhar grupos de investimentos e também são usados para projetar boas condições de investimentos futuros.

O benchmark deve ser usado como parâmetro para comparar o retorno dessa aplicação com um determinado indicador.

Para isso, confira a lista dos principais benchmarks no mercado financeiro brasileiro que devem ser analisados em renda fixa e renda variável.

Os principais benchmarks da renda fixa são:

  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário), principal referência para títulos privados como CDB, LC, LCI e LCA, por exemplo. 
  • A taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Serve como referência para títulos públicos como Tesouro Selic.
  • Por fim, o IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo) também é um benchmark importante na renda fixa. Ele vai impactar títulos públicos como Tesouro IPCA+, bem como LCI, CRA e títulos privados no geral. 

Os benchmarks da renda variável são:

  • O Índice Bovespa (Ibovespa), que indica o desempenho de uma cesta de ações negociadas na bolsa de valores que representam as principais empresas do mercado.
  • O Ptax, taxa calculada pelo Banco Central com base na cotação do dólar à vista negociado no mercado ao longo do dia. É o benchmark para investimentos que têm seu lastro em moedas, como fundos cambiais

Além do Ibovespa existem outros índices que funcionam como benchmarks no mercado de renda variável. São os Índices setoriais da bolsa, ou seja, eles funcionam para um grupo específico de ações pertencentes a um mesmo segmento. 

  • IBrX50 – Índice Brasil 50, serve como referência para as 50 ações mais negociadas na bolsa;
  • IBrX100 – Índice Brasil 100, referente as 100 ações mais negociadas da bolsa;
  • SMLL – Índice Small Cap, referente às ações das companhias de menor capitalização;
  • MLCX – Índice MidLarge Cap, apresenta o comportamento das ações de empresas de maior capitalização;
  • INDX – Índice do Setor Industrial, mostra a variação média das ações mais representativas do segmento industrial;
  • IFNC – Índice Financeiro, reflete as negociações de ativos do segmento financeiro
  • IMOB – Índice Imobiliário, índice associado às variações médias de ações de empresas do mercado imobiliário e da construção civil.

Lembrando que o benchmark serve apenas como auxílio nesse processo de escolha.

A decisão de aquisição de um investimento deve ser feita com muita cautela, conhecimento e segurança. 

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Forte abraço,

Equipe Edu Moreira

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Eduardo Moreira

Eleito um dos três melhores economistas do Brasil pela Revista Investidor Institucional, Eduardo Moreira foi apontado pela Universidade da Califórnia como o melhor aluno do Curso de Economia nos últimos 15 anos. Autor de diversos best-sellers, Eduardo foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, em junho de 2012.

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