Vale a pena ter uma conta conjunta?

Vale a pena ter uma conta conjunta?

O início de uma vida conjunta não é muito fácil e quando o assunto é finanças a conversa fica ainda mais sensível. Uma das formas mais escolhidas pelos casais é mudar a conta bancária para uma conta conjunta. Entenda os prós e contras da decisão.

Além das questões emocionais e de relacionamento, o casal deve acertar pontos práticos do dia a dia, como a divisão das despesas. A conta conjunta é uma modalidade de depósito bancário em que mais de uma pessoa é responsável pelos valores guardados, sendo possível ter até 10 titulares.

A abertura é feita da mesma forma que a de uma conta individual, porém, os documentos de todos os titulares precisam ser apresentados. Apesar de ser mais utilizada por casais, as contas conjuntas podem ser abertas por qualquer grupo de pessoas.

Tipos de contas conjuntas

As contas conjuntas podem se dividir em dois tipos: solidárias e não solidárias, também chamadas de simples.

Contas Simples

A conta conjunta simples tem mais de um titular, mas todos eles precisam estar de acordo para que seja feita uma movimentação. Ou seja, caso tenha uma conta compartilhada com um sócio e ele quer fazer uma grande retirada em dinheiro, é necessária a sua aprovação para que a transação seja efetivada.

Ela é chamada de E justamente porque todos os titulares agem conjuntamente, ou seja, titular 1 E titular 2 decidem como vão usar a conta.

Contas Solidárias

Na conta conjunta solidária qualquer um dos titulares pode movimentar a conta sem a autorização do outro. Ou seja, diferente da conta simples, não é necessária aprovação do outro titular.

Dessa forma, um casal pode ter acesso ao salário do outro e gastar como bem entender. A conta conjunta recebe o nome de E/OU porque as decisões podem ser tomadas em conjunto ou individualmente.

Todos os titulares recebem um cartão de movimentação da conta e podem contratar serviços sem a necessidade da aprovação do outro.

Vale a pena ter uma conta conjunta?

Vantagens da conta conjunta

1. Mais fácil para se organizar

Concentrando todas as despesas em um único lugar, acaba o problema de ter que dividir sempre as despesas pela metade ou proporcionalmente ao salário de cada um.

O valor depositado ali pode ser reservado apenas para quitar as contas em comum, como despesas fixas com a casa e o carro, escola dos filhos, compras no supermercado, etc.

Basta estipular um valor fixo mensal que cada um vai comprometer do orçamento individual para depositar na conta conjunta.

2. Melhor para investir

Ao em vez de cada um pagar uma taxa de administração por seus recursos, quando os investimentos são reunidos, o custo fica menor. Quanto maior o capital investido, há mais opções de produtos e possibilidades de obtenção de rentabilidades melhores.

3. Planos de médio e longo prazo ficam mais claros

A conta conjunta pode facilitar o planejamento para alguma viagem ou compra de um bem de maior valor, como um carro ou imóvel. Ao reunir as contas no mesmo lugar, fica mais fácil ter dimensão dos gastos do casal e, consequentemente, traçar metas para os objetivos comuns de médio e longo prazo.

Desvantagens da conta conjunta

  • Fim da independência financeira

Com a conta conjunta seu parceiro vai saber tudo o que você gasta e vice-versa. Isso pode ser motivo de desgaste especialmente para os casais que preferem não saber quanto cada um ganha.

  • Dívidas

Imagine, se criar dívidas individuais com o banco é ruim, ficar os dois com o nome sujo é ainda pior. E mais: ao dividirem a conta bancária, vocês se tornam mutuamente responsáveis por qualquer empréstimo feito como casal.

Ou seja, toda a responsabilidade do não pagamento também vai cair sobre o outro – inclusive problemas legais resultantes dessa dívida.

Contas conjuntas e imposto de renda

Ao declarar imposto de renda precisa dar atenção a esse tipo de conta, já que o informe de rendimentos vem no nome do primeiro titular, mas vale para todos.

No caso de casais em que um é isento, o saldo deve ser informado na declaração do outro. Se ambos declararem imposto de renda, então devem informar o saldo dividido da melhor forma possível.

Lembrando que isso vale para qualquer outra situação semelhante, seja entre pais e filhos, companheiros ou amigos. É possível:

• dividir o saldo em partes iguais e declarar cada qual o saldo que lhe cabe;

• dividir conforme o valor real pertencente a cada um.

Neste tipo de conta, a confiança no sócio deve ser total. Nada de ficar checando o extrato todos os dias para ter certeza que ele não está fazendo retiradas sem o seu conhecimento.

Em caso de casais, não é ideal concentrar todo o patrimônio. O motivo é que um momento de emergência pode levar embora toda a reserva de ambos.

A ideia de utilizar a conta conjunta apenas para pagamentos de contas em comum é fundamental para pôr fim a um problema muito comum entre os casais: o valor gasto por cada um com vontades individuais.

Pronto! Sabendo as vantagens e desvantagens de aderir a conta conjunta, tenha em mente os objetivos traçados e o que vale a pena. Ela pode ser usada entre casais, pais e filhos e até mesmo entre amigos para pagar as contas de uma república ou para juntar dinheiro de uma viagem. Mas deve ser utilizada com muita cautela para não correr o risco de ficar no vermelho.

E aí, já decidiu se vai abrir – ou não – uma conta conjunta? Comente!

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Equipe Eduardo Moreira

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